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Blindness 2

20 Maio, 2008 · Nenhum Comentário

Depois de ler um pouco da luta que foi para Meireles passar para as telonas, fui atrás de descobrir como ficou, já que estréia do filme ainda não ocorreu no Brasil. Uma rápida passada no Google e uma nota interessante: Saramago gostou de Blindness (nome da película em inglês). A notícia completa está no blog de Luiz Carlos Merten, do Estadão.

Abaixo vai uma descrição sucinta que o jornalista recebeu do próprio Meireles detalhando a reação de Saramago:

O resumo da história é que apesar de ter feito uma projeção muito escura e com um som ruim, ao acabar a sessão o Saramago estava muito emocionado e nós dois ficamos nos esforçando para não chorarmos juntos. Ele enxugou uma lágrima e eu num impulso beijei-lhe a testa. Foi muito emocionante. Com a voz embargada ele me disse que ao acabar de assistir ao filme se sentia tão feliz quanto no dia em que terminou de escrever Ensaio Sobre a Cegueira.

Não precisava ouvir mais nada mas perguntei sua opinião sobre alguns cortes que eu quero fazer na locução. Ele me pediu para não mexer em nada. Disse que o filme está muito preciso, nada falta e não existem excessos ou pompa. Ele gostou da economia do filme, especialmente na cena final. Simples, sem tentar criar momentos espetaculares ou recursos para acentuar a emoção.”

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Blindness

20 Maio, 2008 · Nenhum Comentário

Sem atualizações recentes mas com muito conteúdo. Se você nunca entrou no blog que Fernando Meireles criou para a adaptação de Ensaio sobre a Cegueira, de Saramago, vale à pena devorar tudo que já foi postado, mesmo que esteja velho.

Segundo o próprio Meireles, nenhum texto mais foi publicado porque publicações passaram a policiar as opiniões do brasileiro e dar importância exagerada às opiniões do autor. Destaque para o bom humor com que o diretor de Cidade de Deus ouve críticas à película recém-lançada em Cannes, falada em inglês:

Para completar a noite desastrosa no focus group, uma mulher, que havia avaliado o filme como “pobre”, fazia questão de participar ativamente do debate levantando todo tipo de problema que passava pela sua cabeça perversa e despenteada. Se o braço da minha poltrona fosse removível provavelmente teria tentado acertar aquele cucuruto grisalho de onde saía sua voz irritante:
“The sexual violence is totally gratuitous in the film”, dizia.
“Fecha essa matraca e vá pentear esse cabelo minha senhora!”, eu replicava mentalmente. “E aproveita e bota uma tintura também!”

*Prova disso: notícia de jornal canadense comenta post do blog de Meireles.

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Bom humor ou duplo sentido?

26 Abril, 2008 · Nenhum Comentário

Afirmação criminosaQuem acompanha o portal de notícias das organizações Globo (G1), sabe que as chamadas das reportagens sempre vêm acompanhadas de frasesinhas de duplo sentido, apelando para a jocosidade. Mas até as piadinhas deveriam ter limites, só que não tem.

Veja a imagem ao lado. José Serra e Lula confraternizam e logo em cima se lê: defasagem de valores. A reportagem fala sobre aumento na gasolina. Mas não é bem essa conclusão que se tira do contexto. Brincadeira ou não, o conjunto ficou péssimo. Será que ninguém revisa essas chamadas ou mede as conseqüências do que é publicado no G1?

Em tempo: pelo que observo, as organizações Globo não são exatamente uma frente revolucionária, ou reacionária?, na imprensa contra o presidente Lula ou contra o PT. Mas quem trabalha na mídia, como eu, sabe que tem muito repórter tucano voando por aí, morrendo de saudades da Era F.H.C. Tempo em que povo era povo, poderosos eram poderosos e uma coisa não tinha nada a ver com a outra.

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Adeus cegueira

9 Abril, 2008 · 1 Comentário

“Nessa noite o cego sonhou que estava cego.” Ensaio sobre a cegueira, página 24, último parágrafo e frase do primeiro capítulo. Estou a ter o deleite de ler Saramago, em português de Portugal, seguindo as recomendações do autor.

A leitura do clássico de José Saramago faz parte de um programa que institui. A intenção é ler os clássicos de autores que nunca li. Comecei por Ernest Hemingway e seu segundo livro, O sol também se levanta. Depois, insisti no escritor norte-americano com O velho e o mar. Em seguida fiz uma pausa para apreciar Memórias de minhas putas tristes, de Gabriel Garcia Marquez, autor que eu já havia lido e que por isso tinha de esperar outros, inéditos.

Depois de Gabo, voltei a me dedicar ao programa com o português José Saramago e seu livro ganhador do prêmio Nobel. Sem parágrafos e com acentuação que a primeira vista confunde leitores preguiçosos, como eu, a leitura desse clássico se torna de forma rápida, ágil e irresistível, como os melhores vícios.

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Sonho meu!

6 Abril, 2008 · Nenhum Comentário

O site do globoesporte.com, onde costume me informar sobre meu time, o Vasco, me deu bons motivos para sonhar. Lá encontramos o recurso da tabela dinâmica para os estaduais. Nela, podemos arriscar os resultados dos jogos que ainda não aconteceram. E foi o que fiz.

Nas minhas projeções, hoje o Vasco passa fácil pelo Flamengo. E como o Fluminense, ainda segundo meus palpites, vence o Madureira, as semifinais ficam: Vasco e Fluminense de um lado e Flamengo e Botafogo de outro. E meus devaneios não páram por aí. Vasco e Botafogo na final! Veja como ficou, segundo a mágica tabela interativa:

Tabela bem ao gosto de um vascano

Pitadinha de realidade:
Vasco e Falmengo duelam sob a batuta de técnicos experientes e ultrapassados.

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BBB chegando ao fim

26 Março, 2008 · Nenhum Comentário

Voto na final do BBB 08Enquanto pelo BBB, Rafinha e Gyselle brigam em votos de internet por R$ 1.000.000,00, eu fui conferir a história de um post que vi há algum tempo no blog Kibe Loco. Por lá se mostrava que ao escolher na enquete do sítio quem se quer fora do programa, o texto que verificava a autenticidade tinha uma mensagem, digamos, subliminar.

Hoje, quando indiquei que votaria no tal do Rafinha, qual a surpresa quando não aparece a palavra raposia. Parece que alguém no site da Globo já fez sua escolha de quem deve ficar.

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Ê saudade…

26 Março, 2008 · Nenhum Comentário

Edmundo dribla zagueiroO blog é meu então já vou logo deixando claro uma das minhas principais paixões: o futebol. E como todo apaixonado pelo esporte bretão, ou pelo menos todo apaixonado sensato, sou vascaíno. Afora as provocações, meu time do coração não tem me dado muitos motivos para sorrir ultimamente. Não ganha de time grande, não ganha final, em suma, não ganha. O que fazer? Virar a casaca? Não. Ir ao You Tube.

O site de armazenamento de vídeos comprado pelo Google por mais de US$ 1,6 BI vale o preço pago. A página faz mágica. Traz a alegria novamente a um o coração vascaíno, sim vascaíno.

Entre a lista de alegrias contidas no site estão goleadas históricas, com muitos gols, como a sobre o São Paulo (7 a 1) e sobre o Botafogo (7 a 0), e saborosas, como o 5 a 1 em cima do Flamengo na páscoa de 2001. Fica também um registro especial para a vitória do esquadrão cruzmaltino sobre o Manchester United (3 a 1) no Maracanã lotado, pelo mundial da FIFA, no começo de 2000.

Ê saudades daquele tempo… Tempo bom que espero que volta já!

Detalhe
: saudades também do Paulo César Vasconcelos na ESPN Brasil, como se pode ver em alguns dos vídeos postados. Depois que saiu de lá ele Sportivou. Uma pena.

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Saudades de Payne

25 Março, 2008 · Nenhum Comentário

Max PayneVez ou outra, bate aquela saudade dos jogos de antigamente. Mas esta sensação dificilmente, pelo menos para mim, é acompanhada da impressão de que os de lá de trás sejam melhores que os de hoje. A excessão no meu caso ficou por conta de Max Payne. Título de 2002, me arrebatou com uma história interessante e recursos inusitados, que em momento algum abusavam de gráficos maravilhosos para conquistar os fãs.

O conheci antes de ser apresentado à trilogia dos irmão Washowsky, Matrix. E o jogo para computador do detetive Max me chamou atenção por trazer o recurso mais revolucionário que a dupla de cineastas ainda usariam em suas películas, o Bullet time. Payne é o personagem principal da aventura em primeira pessoa do game. O herói beira o anti-heroísmo. Bêbado, o policial degenerado é só e desacreditado.

Payne só se mantem de pé a base de pain killers (analgésicos). O que não o impede de usar armas automáticas nas duas mãos e metralhar os inimigos da máfia em que se infiltrou e com a qual já se confunde. Agora, para matar a saudade e checar se o dourado das lembranças guarda fielmente a qualidade do jogo ou se não passa de saudosismo exagerado, vou colocar os dedos em ação.

Se quiser me acompanhar, seja finalmente bem-vindo ao mundo lúgubre e com bullet time e comece pelo primeiro lançamento. Depois vá para Max Payne 2 - The Fall of Max Payne!

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